A taxa de homicídios por 100 mil habitantes ficou em 20,2 em 2021, uma leve alta em comparação com o ano de 2020, quando o índice foi de 19,8. Os dados são do novo Atlas da Violência, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Nos últimos 10 anos, a taxa de homicídios diminuiu 37% no Paraná. Ainda assim, o estado possui os maiores índices da Região Sul.

O Rio Grande do Sul registrou redução de 15,3% (de 19,4 para 16,4) e Santa Catarina, 24,4% (de 12,8 para 9,7).
O número absoluto de homicídios caiu de 3.376 em 2011 para 2.348 em 2021, uma redução de 30,5%.
Mesmo com a manutenção dos números, a professora no curso de Direito no UniCuritiba, Mariel Muraro, pondera que a pandemia foi um fator que contribuiu para segurar o aumento nos casos.

Também houve queda na taxa de homicídios por 100 mil de jovens na faixa etária de 15 a 29 anos, com diminuição na faixa de 31,9% (de 64,2 para 43,7). Para o número de homicídios contra mulher, a queda foi em torno de 30,4% nesses 10 anos, atingindo taxa de 3,3 por 100 mil. A professora de direito, Carolina Bittencourt, avalia que a queda pode estar relacionada com o aumento nas ações de denúncia contra agressões em mulheres.

Além do fortalecimento em políticas públicas e conscientização sobre a denúncia e combate a esse tipo de crime. Outro fator que impulsionam políticas de maior segurança é o próprio crescimento econômico do estado. Apenas no primeiro semestre de 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu, em termos reais, 8,6%. Para o advogado criminalista e professor do curso de Direito da Universidade Positivo, Ledo Paulo Guimarães Santos, o fator econômico também pode influenciar nas taxas de homicídio.

Em relação a Região Sul a queda entre 2011 e 2021 foi de 9,1% no Rio Grande do Sul e 12,2% em Santa Catarina (-12,2%).