A Guarda Municipal mudou o perfil de patrulhamento e alterou o protocolo padrão de atendimento a população em situação de rua depois do caso no qual um homem foi morto na casa de Passagem Rebouças, uma das unidades de acolhimento da Fundação de Ação Social (FAS). As afirmações foram dadas pelo secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, Pericles de Matos. Ele foi convidado a prestar esclarecimentos sobre o caso em uma audiência na Câmara de Vereadores de Curitiba, que foi realizada nesta quarta-feira (22).

Ele disse que a Guarda Municipal afastou de forma imediata o servidor responsável pelo disparo da arma de fogo e suspendeu o porte de arma dele e que uma sindicância administrativa disciplinar está aberta para apurar os fatos.

Pericles de Matos disse aos vereadores que determinou rondas e saturações com maior frequência na região das casas de passagens, em especial, nos horários de maior intensidade de pessoas acolhidas. Ele disse que a mudança no perfil de patrulhamento foi necessária porque a Guarda Municipal atende também outros lugares.

O secretário municipal de Defesa Social e Trânsito disse que a chefia do núcleo matriz foi alterada por causa desse caso e que o apito agora deve ser usado quando o Guarda Municipal precisar de apoio em uma casa de passagem.

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Com relação a formação dos servidores, ele disse que os guardas municipais possuem uma carga horária de estudos sobre direitos humanos.

O secretário alegou que a guarda municipal é ensinada a trabalhar com grupos de vulnerabilidade, inclusive os de moradores em situação de rua.

Pericles de Matos disse que não daria informações específicas sobre o caso do homem que foi morto na casa de Passagem Rebouças porque a investigação ainda está em andamento.

Joares da Silva, de 29 anos, morreu no dia 7 de novembro, após um tumulto durante o café da manhã nas dependências da Casa de Passagem. Na época, a FAS alegou que o homem teria passado a noite no local e, pela manhã, enquanto estava na fila do café, acabou se envolvendo em uma discussão com outros acolhidos. Em seguida, os educadores da Fundação de Ação Social solicitaram a presença do guarda municipal de plantão.

O servidor, que já havia encerrado seu horário de trabalho e estava na troca de turno, foi até o local. Nesse momento, Joares da Silva teria agredido o guarda municipal, depois o servidor teria usado da força e, em seguida, realizou um disparo. O homem morreu no local.