Órgãos públicos estão se mobilizando para evitar situações como a da semana passada, quando a Polícia Civil deflagrou uma operação contra empresas suspeitas de crimes ambientais. Nesta semana participaram de uma reunião o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, o governador em exercício do Paraná, Darci Piana, o delegado de Proteção ao Meio Ambiente, Guilherme Luiz Dias, e a secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza do Carmo Dias.

O encontro foi realizado quase uma semana após a Polícia Civil deflagar uma operação que prendeu seis pessoas de três empresas de publicidade suspeitas de cometerem crimes ambientais. Os investigados são apontados como responsáveis por corte irregular de diversas árvores na capital paranaense.

Foram destacadas as ações definidas pelo município e também pelo estado sobre a preservação do meio ambiente, além dos cuidados com as árvores de Curitiba e de outras cidades do estado, segundo o prefeito Rafael Greca.

Darci Piana também comentou sobre a operação realizada pela Polícia Civil no dia 11 de julho, depois de três meses de investigações que contaram com apoio de informações da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

No mesmo dia em que a operação foi realizada, a prefeitura de Curitiba abriu um processo de cassação do alvará de funcionamento das três empresas de mídia por praticarem crimes contra o meio ambiente. A prefeitura da capital informou que fez a denúncia inicial para a delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, quando seis ipês-amarelos foram cortados no bairro Juvevê e os criminosos espalharam notícias falsas, nas redes sociais, responsabilizando a prefeitura pelo corte das árvores. O Executivo municipal fez um levantamento e apresentou um dossiê para a polícia, com todos os cortes feitos na cidade, sem autorização, nos últimos meses.


Ipês-amarelos e araucárias são árvores protegidas em Curitiba. Foto: SMCS/Acervo.

A suspeita é que os empresários e diretores contratavam o corte ilegal de árvores para não atrapalhar a visualização dos painéis de publicidade em ruas e avenidas movimentadas da cidade.

O titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, Guilherme Dias, falou sobre os desdobramentos da investigação.

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Entre as árvores cortadas estão espécies protegidas por lei em Curitiba. Ao todo, 43 tipos não podem ser cortados sem que exista o risco de queda. Além do ipê-amarelo, estão na lista o pau-brasil, que possui um exemplar em frente à prefeitura e a araucária, presente em toda a capital paranaense.

Polícia monta operação contra suspeitos de cometerem crimes ambientais em Curitiba. Imagens: PCPR/Acervo CBN Curitiba.

Segundo a Polícia Civil, os envolvidos vão responder na Justiça pelos crimes de destruição de vegetação do bioma Mata Atlântica, destruição de plantas de ornamentação públicas, utilização ilegal de motosserra, poluição e associação criminosa. As penas podem chegar a 13 anos de prisão.

O Sindicato das Empresas de Publicidade Externa do Estado do Paraná procurou a CBN Curitiba nesta terça-feira (14) para se posicionar sobre o assunto:

Viemos informar que, na figura de representantes do setor no Estado, estamos acompanhando os desdobramentos da referida investigação dentro de nossas atribuições legais para colaborar com as autoridades e elucidar o caso e punir os responsáveis pela ação indevida. Representamos dezenas de empresas, apoiamos iniciativas do setor e contribuímos de maneira inequívoca ao progresso econômico e social de empresas e atividades dos mais diversos segmentos a partir das campanhas de mídia produzidas por nossos associados. Estamos atentos e antenados a projetos pró-ambientais de nossos parceiros, incentivando atividades que tenham um impacto positivo de sustentabilidade. Temos nos posicionado historicamente contra ações indevidas de empresas de mídia que atuam no setor, inclusive com denúncias a órgãos responsáveis sobre irregularidades e/ou outras condutas antiéticas. Sempre de forma enfática, cobrando o devido cumprimento da legislação em vigor, inclusive neste caso. Reiteramos novamente nosso compromisso com a promoção de boas práticas ambientais a partir de nossos associados, enquanto acompanhamos o caso em questão com o máximo interesse”, traz a nota divulgada.

Atualização às 16h20