A briga generalizada que marcou o jogo entre Coritiba e Cruzeiro, sábado (11) na Vila Capanema, teve desdobramento nesta segunda-feira (13). Através de um ato administrativo, a Polícia Militar do Paraná, com aval do Ministério Público do Paraná e com base na Lei Geral do Esporte, determinou que a Império Alviverde, principal torcida organizada coxa-branca, está proibida de ir caracterizada aos estádios paranaenses por tempo indeterminado. Desta forma, passam a ser vetados camisas, baterias e bandeiras que identifiquem a facção. Na mesma nota oficial, os dois órgãos afirmam que os registros envolvendo torcedores da equipe de Belo Horizonte foram encaminhados ao Ministério Público de Minas Gerais.

Ainda segundo a PM, o laudo de segurança da Vila Capanema está suspenso até que aconteça uma nova avaliação e todos os estádios paranaenses terão a mesma pena (suspensão) em caso de violência. O mesmo comunicado aponta que uma bomba caseira foi encontrada no local.

O Ministério Público abriu um inquérito em relação ao Coritiba e a Império para apurar responsabilidades no caso.

Aqui, a íntegra da nota:

“A propósito dos incidentes envolvendo as torcidas organizadas dos times Coritiba Foot Ball Club e Cruzeiro Esporte Clube, ocorridos no Estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba, a Polícia Militar do Paraná e o Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa ao Consumidor da capital, comunicam que:

– De forma administrativa, a PMPR, com apoio do MPPR e seguindo as indicações da Lei Geral do Esporte, determinou que a torcida organizada Império, para evitar atos de violência, está impedida de adentrar os estádios no Paraná com vestimentas que a identifiquem, bem como portando materiais como mastros e baterias. No caso das torcidas organizadas do Cruzeiro, os fatos estão sendo encaminhados para providências do Ministério Público do Estado de Minas Gerais.

– Por medida cautelar, levando em conta os danos estruturais causados pelo fato, a PMPR suspendeu de imediato o laudo de segurança para a utilização do espaço até que suas condições de segurança e utilização sejam reavaliadas. A PMPR ainda deliberou que, de agora em diante, quando houver qualquer situação de violência com danos nos estádios no estado, este laudo de segurança será suspenso.

– Além da questão de danos no estádio, a suspensão foi motivada pela localização de um artefato improvisado (bomba caseira), situação que demandou inclusive a presença do esquadrão antibombas da PMPR no local.

– O MPPR instaurou hoje inquérito civil em relação à torcida organizada Império e ao Coritiba Foot Ball Club para a devida apuração de responsabilidades.

– Por conta de situações de violência ocorridas em jogos anteriores, em julho deste ano, de forma administrativa, o MPPR já havia deliberado pelo afastamento da Império dos jogos por três meses. No entendimento da Promotoria, os novos fatos demonstram que a questão agora deve passar a uma análise do Judiciário, notadamente quanto a um possível afastamento da organizada dos estádios, conforme os dispositivos indicados pela Lei Geral do Esporte, o que pode levar ao afastamento de eventos esportivos por até 5 anos.

– Representantes da Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos (Demafe), da Polícia Civil, também participam da apuração dos fatos e já estão tratando da identificação de todos os envolvidos dos confrontos para a devida responsabilização individual de cada um.”