A taxa de negação familiar no processo de doação de órgãos ainda é o principal desafio das equipes que realizam os procedimentos de transplantes. O convencimento de que a permissão pode salvar até dez vidas é feito por uma equipe especializada, como explica o Maykon José de Freitas, coordenador da Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante no Hospital Cajuru.

De acordo com dados do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná, no primeiro trimestre de 2022, foram 501 notificações de possíveis doadores de órgãos, 198 doações foram efetivadas e 77 tiveram recusa familiar. Já o número de transplantes efetivados foi de 315, 180 somente de rins. Nestes casos, 13 de pessoas vivas e 167 de falecidos puderam ser doadores.

Esta atitude foi o que salvou a vida da Rosângela Fernandes, que tem 39 anos e com a ajuda da irmã saiu de um quadro de falência renal, onde durante nove meses precisou fazer hemodiálise, para uma retomada da vida normal com o transplante de rim.

Alexandre Tortoza Bignelli, nefrologista e coordenador do setor de transplante renal do Cajuru, afirma que a central de doação de órgãos do Paraná é considerada referência e por isso, a principal necessidade no processo é a conscientização das famílias.