Nesta semana, a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR) concluiu a sindicância sobre um suposto esquema envolvendo um dos maiores traficantes do Brasil e a diretoria do Departamento de Polícia Penal do Estado do Paraná (Deppen-PR). No Diário Oficial do dia 10 de junho, a pasta se limitou a informar que encerrou as investigações, mas não repassou detalhes sobre o resultado da apuração.

Em nota enviada à CBN, o governo do Estado e a Secretaria da Segurança Pública do Paraná informaram que “a sindicância foi finalizada e o relatório final foi enviado para a Polícia Civil e a Polícia Penal para que sejam avaliados os procedimentos cabíveis e de responsabilidade de cada instituição sobre seus servidores. Toda a documentação também foi encaminhada ao Ministério Público do Paraná”.

A sindicância foi aberta pela Sesp após dois relatórios da Agência de Inteligência do Deppen (Departamento de Polícia Penal do Estado do Paraná) revelarem uma investigação sobre corrupção dentro do espaço prisional. A pasta apuraria quais os trâmites realizados após a finalização do relatório e como os envolvidos teriam sido punidos ou se foram efetivamente penalizados.

No documento, ao qual a CBN teve acesso, os agentes relatam uma denúncia de que o ex-diretor do Deppen, Francisco Caricatti, teria recebido propina do traficante Marcos Silas, para garantir que o detento ficasse em uma cela onde a contravenção de celulares fosse facilitada. Ele também deveria impedir a transferência do criminoso para um presídio federal. Para realizar esse suposto esquema, Caricatti teria recebido cerca de R$ 1,5 milhão.

À CBN Curitiba, Francisco Caricatti informou que não foi notificado por nenhum órgão responsável pelas investigações e também ainda não possui conhecimento sobre a conclusão da sindicância. Ele alega inocência das acusações.

Matéria atualizada às 12h50