O investimento em tecnologias para pesquisa e preparo contra desastres naturais é importante para a segurança nas redes de distribuição de energia. O alerta é da Companhia Paranaense de Energia (Copel), após decreto do Ministério de Minas e Energia com novas regras para os contratos com distribuidoras de energia, exigindo agilidade e maior preparo em atendimentos emergenciais.

As regras valem para novas concessões, por isso não devem afetar a Copel. Mesmo assim, o superintendente de operações da Copel, Paulo Bubniak, destacou que esses avanços são importantes para que a distribuição de energia não sofra prejuízos durante eventos climáticos extremos por exemplo. No Paraná, ele explicou que são várias frentes que acompanham possíveis problemas na rede.

Ele também lembrou que a meteorologia trabalha em conjunto com as equipes para monitorar possíveis tempestades severas. Nesse caso, são definidas regras para evitar maiores prejuízos e solucionar os problemas no menor tempo possível. Para o superintendente, é nesta etapa que a população deve acionar as equipes quando necessário e evitar contato com a rede elétrica em falha.

Em nível nacional, o novo decreto trará 17 diretrizes, que deverão ser cumpridas nos novos contratos. Segundo o Governo Federal, para os contratos vigentes, as distribuidoras têm opção de se adequar ou não às novas regras para renovação da concessão.

Entre as regras, estão metas obrigatórias para retomada de serviços em caso de eventos climáticos extremos. Em caso de descumprimento de alguma norma ou falhas na prestação do serviço, haverá limitação na distribuição de dividendos aos acionistas da companhia e o processo de punição à empresa deverá será mais ágil, segundo o novo anúncio do Ministério de Minas e Energia.