A Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa) confirmou, nesta sexta-feira (4), que há mais três casos de febre chikungunya no estado. Um caso autóctone, que significa que a pessoa contraiu a doença na cidade onde mora, foi diagnosticado no município de Pato Branco, no Sudoeste paranaense. Também há outros dois casos confirmados na região Oeste, sendo um em Foz do Iguaçu e outro em São Miguel do Iguaçu. Porém, ainda não foi confirmado se são casos autóctones ou importados, como explicou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

O último boletim divulgado pela Sesa, em 31 de janeiro, contabilizava sete casos de febre chikungunya, todos importados.

O secretário de Saúde afirmou que o Paraná está atento aos casos da doença, tanto que foi emitido um aviso, pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), para as 22 Regionais de Saúde do estado para um possível aumento de casos de febre chikungunya, principalmente nas regiões Oeste e Sudoeste do Paraná. O alerta foi emitido na quinta-feira (2) em razão do surto da doença no Paraguai, país vizinho que faz fronteira com cidades paranaenses, que já registrou a morte de cinco pessoas.

César Neves informou que o Ministério da Saúde já foi acionado para fornecer mais insumos para o estado.

As recomendações da Secretaria de Saúde do Paraná, enviadas aos municípios, indicam a notificação imediata do caso, em até 24 horas, a partir da suspeita da doença para a Secretaria Municipal de Saúde, além de outras ações de comunicação e divulgação para a população.

O mosquito vetor da chikungunya é o Aedes aegypti, o mesmo que transmite o vírus da dengue e da zika. As autoridades de saúde lembram que a população também pode ajudar a combater a proliferação de criadouros do mosquito ao dar a correta destinação ao lixo, realizar a limpeza dos quintais, retirar a água parada de vasos e plantas, além de eliminar qualquer recipiente que possa acumular água e higienizar vasilhas de comida e água de animais diariamente.

Os principais sintomas da doença são febre, dores intensas nas articulações e no corpo, dor nas costas, erupções avermelhadas na pele, dor de cabeça, náuseas e vômitos, dor no globo ocular, dor de garganta, calafrios, diarreia ou dor abdominal, sintoma que aparece principalmente em crianças. Segundo a Sesa, a chikungunya pode deixar as pessoas incapacitadas total ou parcialmente, por meses ou anos, em razão de dores articulares crônicas.