No mês de maio, dois dos principais derivados lácteos ficaram mais caros no varejo paranaense: o leite em pó, que subiu 1,61% e o leite longa vida, 5,86%. No entanto, quando comparados a maio de 2023, os valores estão mais baixos. As informações são do Boletim de Conjuntura Agropecuária elaborado pelos técnicos do Deral, Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.

O documento, referente ao período de 14 a 20 de junho, informa que o maior custo de produção e a volume de captação reduzido nessa época do ano costumam contribuir para elevar os preços pagos aos produtores, o que faz com que o consumidor pague mais caro no supermercado.

Na avaliação do médico veterinário do Deral, Thiago de Marchi, é provável que a alta ainda se estenda inverno adentro, o que pode limitar a demanda e diminuir o espaço desses alimentos na mesa da população.

O boletim traz também informações sobre novos mercados da carne suína. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, 13 países que não adquiriram carne suína paranaense em 2018 importaram mais de uma tonelada no acumulado dos cinco primeiros meses de 2024.

Apesar de não representarem os maiores volumes exportados pelo Paraná, a ampliação das relações comerciais com esses países reflete a contínua busca por novos mercados e demonstra a confiança dos importadores na qualidade do produto paranaense, segundo analisam os técnicos do Deral.

Já o plantio de trigo chegou a 91% das áreas, a frente do registrado para o mesmo período em 2023, apesar da seca que atinge boa parte do Estado e dificulta o avanço da semeadura em algumas áreas.

Além de dados mundiais e nacionais, o Boletim também traz as perspectivas para a produção de milho no Paraná. O Estado deve fechar a safra com uma produção superior a 14 milhões de toneladas.

 

*Com informações da AEN/PR