A Polícia Civil cumpriu 13 mandados de busca e apreensão contra um grupo criminoso responsável por realizar fraudes em licitações na cidade de Itaperuçu, na região metropolitana de Curitiba. A operação aconteceu na manhã desta quinta-feira (13) com alvos nas cidades de Rio Branco do Sul e Itaperuçu, e na capital paranaense. Quatro empresas são investigadas, além de uma servidora pública da Câmara e um ex-prefeito. A estimativa é de que os valores dos contratos fraudulentos tenham ultrapassado os R$ 15 milhões.

O delegado Gabriel Fontana explicou que foram apreendidos diversos documentos e contratos, que serão utilizados nas investigações.

As empresas que estariam atuando com o apoio de uma servidora pública da Câmara Municipal de Itaperuçu, com a intenção de coordenarem um rodízio nos lotes vencidos em licitações realizadas com a prefeitura da cidade.

Os contratos estavam relacionados a serviços diversos, como limpeza e também roçada. Um deles em regime emergencial foi assinado pelo ex-prefeito pouco antes de deixar o cargo para concorrer nas eleições municipais. A polícia suspeita que ele seja dono da empresa beneficiada com o contrato de R$4 milhões. O nome dos envolvidos não foi divulgado pela Polícia Civil para não atrapalhar as investigações.

Os responsáveis podem responder pelos crimes de associação criminosa, crimes contra licitações e contratos administrativos, corrupção passiva, peculato e falsidade ideológica.

A Câmara Municipal de Itaperuçu informou, em nota nas redes sociais, que foi cumprido mandado de busca e apreensão na sala de uma servidora para apreensão de documentos. O comunicado diz que a ordem não possuim nenhuma relação com o Presidente do legislativo e com demais membros da mesa diretora, demais vereadores ou servidores. A Presidência da Câmara disse que tomará providências para apurar administrativamente os fatos apontados pela investigação criminal.

A Prefeitura de Itaperuçu se manifestou também pelas redes sociais. O comunicado esclarece que o Prefeito atual, Edilson Macadame, não é citado na investigação. O texto diz ainda que o foco da apuração policial são empresas que supostamente teriam combinado preços nas disputas licitatórias do município. O executivo municipal afirmou que aguarda o desenrolar do inquérito para prestar maiores esclarecimentos à população. A Procuradoria Geral do Município irá solicitar acesso ao processo para acompanhar de perto as investigações e colaborar com as autoridades.