A Polícia Militar do Paraná confirmou que o soldado que matou ex-mulher a tiros usou arma de serviço liberada no dia do crime. Dyegho Henrique Almeida da Silva havia sido afastado por um mês, a partir de 28 de março, por “questões psicológicas”.

No período, ele teve a arma retirada. Após 30 dias, o agente retornou para o setor interno, sem armamento, onde ficou por três meses. A “alta psicológica” veio em 22 de agosto, mas somente nesta terça-feira (13), dia do crime, que a PM liberou o arma para o oficial.

No quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, durante coletiva de imprensa, a capitã Carolina Zancan, da Câmara Técnica da Patrulha Maria da Penha, afirmou que apesar do Boletim de Ocorrência registrado pela vítima no domingo (11), com relatos de ameaças, não houve tempo hábil para que medidas fossem tomadas e evitassem o pior.

A vítima teria procurado a corregedoria da Polícia Militar no domingo (11) e também na terça-feira (13). Logo após deixar a instituição é que ela foi abordada pelo soldado.

As negociações com o policial, que efetuou pelo menos cinco tiros contra o veículo em que a mulher estava, duraram cerca de 4 horas. Não há informações se a vítima morreu imediatamente ou se em decorrência da demora do socorro médico, que foi impedido pelo agressor, quer cometeu suicídio.

Uma perícia médica está sendo realizada pelo Instituto Médico Legal (IML). O major da PM, Alberto Rocha, declara que todos os procedimentos técnicos padrões foram adotados na ocorrência.