No Paraná, em 2024, já foram registrados mais de 100 mil boletins de ocorrência de violência contra a mulher e 30 mil de violência doméstica entre janeiro e maio, segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Em Curitiba os números de violência doméstica contra a mulher chegaram a 3.800 no mesmo período.

No ano passado, 232 mil casos de violência contra a mulher e mais 76.706 de violência doméstica contra a mulher. Nos últimos 4 anos foram mais de 1 milhão de atendimentos em razão deste tipo de crime no Paraná.

Nesta semana, um aplicativo de entrega de comidas foi utilizado como meio de pedido de socorro por uma mulher vítima de violência no Paraná. O fato foi registrado em Curitiba, segundo a Polícia Militar. A mulher fez o pedido de um hambúrguer, mas com uma observação de que gostaria que a polícia fosse acionada, que teria sofrido estupro e que ela e a filha estariam em perigo. O caso foi registrado na segunda-feira (8).


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O atendente do restaurante chamou a polícia, que foi até o endereço repassado e fez o flagrante. O homem, suspeito de ter cometido as agressões, foi preso e encaminhado à Delegacia da Mulher.

O Tribunal de Justiça do Paraná possui três varas especializadas para atendimento a este tipo de ocorrência. Há também a patrulha Maria da Penha, unidade da Polícia Militar especializada para atender as demandas destes casos. As mulheres podem pedir ajuda de diferentes formas, o uso de aplicativo 190 PMPR e pelo telefone 190 são os mais tradicionais. Há também um canal exclusivo criado pelo governo federal que é a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180.

No entanto, mediante campanhas de combate a violência contra a mulher, as vítimas são ensinadas a buscar socorro fingindo que estão pedindo uma pizza durante as ligações ou então desenhando um X vermelho na mão e mostrando em balcões de farmácias. Todas as formas são válidas para chamar atenção de quem pode socorrer a vítima sem que ela seja ainda mais agredida pelo suspeito de cometer a violência.

De acordo com a Polícia Civil, existem quase 20 infrações penais direcionadas a violência contra a mulher. As mais conhecidas são o feminicídio, a lesão corporal, assédio sexual, estupro e ameaça. No entanto, há outras que devem ser de conhecimento das vítimas, como trazer perigo de contágio venéreo, calúnia e difamação, constrangimento ilegal, violação de domicílio, quebra de medida protetiva e perturbação da tranquilidade.