Dados do Ministério da Justiça revelam que o Paraná tinha no ano passado, 3.868 policiais civis, sendo 372 delegados, 628 escrivães, 2.580 investigadores e 273 peritos. O contingente, de acordo com o Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol) está defasado em cerca de 50%. A presidente da entidade, Valquiria Gil Tisque, afirma que a situação mais crítica é no litoral paranaense.

Uma ação do Ministério Público do Paraná (MPPR) pede que o efetivo de Pontal do Paraná seja reforçado com mais quatro policiais. Atualmente, a delegacia opera com cinco agentes. Ainda conforme a presidente do Sinclapol, os concursos públicos poderiam suprir parte do problema, mas os aprovados seguem sem ser nomeados.

No ano passado, o último concurso público aberto para policiais civis foi realizado e 400 vagas foram disputadas. No entanto, um abaixo-assinado feito por concurseiros e assinado por mais de 4.000 aprovados afirma que há profissionais aguardando a nomeação, mas que o estado segue sem chamar os profissionais.

O Sinclapol protocolou um pedido de audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), para solicitar apoio sobre a questão do efetivo policial.

Já a Polícia Civil do Paraná informou em nota que segue sem ter sido notificada sobre a ação judicial do MPPR e “ressalta que com a formação de 425 novos policiais civis o efetivo da PCPR será reforçado em todo o Estado”. E que os novos policiais devem inciar as atividades a partir de janeiro de 2023.