A Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite termina nesta sexta-feira (14), mas a Secretaria de Estado da Saúde informou que a imunização segue disponível nos postos de saúde para ampliar a cobertura vacinal do público-alvo: crianças de seis meses até menores de cinco anos.

A adesão está abaixo da esperada. Mais de 700 mil crianças estavam dentro do público esperado para receber a vacina, para o Estado alcançar a meta de 95% de cobertura. Entretanto, foram administradas 95,9 mil doses: 81,4 mil da Vacina Oral Poliomielite (VOP/duas gotinhas de reforço) e 4,5 mil doses de Vacina Injetável Poliomielite (VIP), conforme dados da Rede Nacional de Dados em Saúde. A cobertura vacinal da campanha ficou em 14,06%.

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De acordo com dados do LocalizaSUS, do Ministério da Saúde, no ano passado, o Brasil fechou em 84,95% de cobertura da injetável, sendo que o Paraná atingiu 90,18%. Já com relação à oral, em 2023 o Brasil atingiu 76,99% e o Paraná 83,38%.

O atual esquema vacinal contra a poliomielite é composto por três doses injetáveis no primeiro ano da criança, aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de vida. O reforço deve ser administrado aos 15 meses, com a primeira dose, e aos 4 anos, com a segunda. Para as duas doses de reforço, a administração do imunizante é por meio de duas gotas, exclusivamente por via oral.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), em 1994 a poliomielite foi considerada erradicada no Brasil. O último registro da doença no Paraná foi em 1986, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Contudo, casos da doença vêm surgindo nos últimos anos, e a falta de vacinação é o principal fator.

Também conhecida como paralisia infantil, ou pólio, a poliomielite é uma doença contagiosa aguda, causada por um vírus no intestino, que pode infectar crianças e adultos. Nos casos graves, acontece a paralisia dos músculos, e os membros inferiores são os mais atingidos.