O Paraná registra alta de casos de coqueluche. Entre janeiro e junho deste ano, contabilizou 16 casos da doença. O estado tem o maior número no país. Santa Catarina e Rio Grande do Sul tiveram quatro registros cada. Em todo o ano passado, o Paraná tinha registrado 17 casos. Nos anos anteriores, o número foi menor. Em 2022, foram registrados cinco casos de coqueluche e, em 2021, nove. Os dados são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

Segundo Moacir Pires Ramos, infectologista e médico cooperado da Unimed Curitiba, a alta ainda não é tão expressiva, mas ele alerta para o aumento da incidência da doença agora no outono e inverno. A vacinação é o principal meio de prevenção da coqueluche.

Crianças de até 6 anos, 11 meses e 29 dias devem ser vacinadas contra a coqueluche. Até o dia 12 de junho, a cobertura vacinal da pentavalente, que imuniza contra a coqueluche, estava em 79% no Paraná.

O Sistema Único de Saúde (SUS) também oferta vacina específica para gestantes e profissionais de saúde que atuam em maternidades e em unidades de internação neonatal, atendendo recém-nascidos e crianças menores de um ano.

Outra orientação para evitar a disseminação da doença, segundo o médico infectologista, é a etiqueta respiratória.

A maioria das pessoas consegue se recuperar da coqueluche sem sequelas. Mas é preciso cuidado para evitar complicações, como a pneumonia.

O tratamento da coqueluche é feito basicamente com antibióticos, que devem ser prescritos por um médico especialista, conforme cada caso. É importante procurar uma unidade de saúde para receber o diagnóstico e tratamento adequados, assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas.