De janeiro a agosto deste ano foram realizadas no Paraná mais de 295 mil cirurgias eletivas hospitalares e ambulatoriais. O número representa 89% do total de cirurgias realizadas durante todo o ano de 2021 e praticamente iguala o total de 2020.

Os números de 2022, no entanto, ainda são os menores dos últimos cinco anos: em 2018 foram 497,6 mil procedimentos; em 2019, 509,7 mil; em 2020, 297,8 mil; e em 2021, 331,7 mil.

Os dados são da Regulação de Leitos, administrada pela Secretaria de Estado da Saúde. Estimativa mostra que, atualmente pelo menos 200 mil procedimentos eletivos e 300 mil consultas médicas especializadas ainda precisem ser realizadas no Paraná.

Uma pesquisa publicada no The Lancet Regional Health estima que, durante a pandemia, mais de 1,1 milhão de cirurgias eletivas e emergenciais deixaram de ser realizadas no Brasil.

No Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba, a meta é aumentar em 27% o número de cirurgias, passando de 7,5 mil procedimentos realizados em 2021 para mais de 11 mil em 2022.

E, para isso, estão sendo usadas técnicas pioneiras, como o marcapasso sem fio, segundo o Maurício Montemezzo, cardiologista do Hospital Marcelino Champagnat.

 

A mudança diminui os riscos de infecção por repetição.

 

Outra técnica ainda pouca utilizada no país são as ondas sonoras para romper pedras de cálcio que obstruem artérias do coração. Essa é a função de um dispositivo aprovado recentemente pela Anvisa. A técnica facilita o processo. Quem explica o procedimento é o médico Romulo Torres, cardiologista do Hospital Marcelino Champagnat.