Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentaram crescimento na curva nacional na primeira semana de outubro deste ano, segundo dados do novo Boletim InfoGripe Fiocruz, divulgado na quinta-feira (13).

O maior aumento foi identificado no público infantil, de 0 a 11 anos. O estudo mostra que, provavelmente, esse dado está associado ao vírus influenza ou intercorrências respiratórias em função do início da primavera.

Em alguns estados, como o Paraná, o boletim mostra a probabilidade de crescimento no número de casos totais de síndrome em três semanas. Já a longo prazo (seis semanas) a tendência é de estabilidade. Curitiba está entre as capitais com probabilidade de estabilização a curto prazo.

Na capital, os casos de adenovírus, um tipo de síndrome respiratória, cresceram no último mês. Somente no Hospital Pequeno Príncipe, em setembro deste ano, foram registrados 32 internamentos por adenovírus. No mês de agosto tinham sido 17, e em julho nove.

De acordo com o médico infectologista pediátrico, Vitor Horácio, o aumento de casos nesta época do ano acontece por conta das variações climáticas. Mas, duas variações de vírus respiratórios estão sendo registrados com mais frequência.

Na maioria dos casos os pacientes se recuperam bem, sem necessidade de internamento. Mas, a prevenção precisa ser constante, justamente para proteger aquelas pessoas com imunidade comprometida.

Para evitar a disseminação dos vírus, segundo o médico, as medidas básicas de higiene devem ser mantidas.