O Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou na terça-feira (18) o balanço mais recente sobre as denúncias de assédio eleitoral.

O Paraná é o segundo estado com maior número de casos no país, com 64 empresas denunciadas até esta terça, ficando atrás somente de Minas Gerais, com 70 casos.

No interior paranaense, diversas denúncias de assédio surgiram nos últimos meses. Este tipo de crime está relacionado a atitude de um empregador que age para coagir, ameaçar ou promete benefícios para que alguém vote em determinado candidato.

O MPT do Paraná já denunciou parte das empresas flagradas, entre elas a Concrevali, de Jardim Alegre, que ameaçou demitir 30% dos funcionários caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja eleito no próximo dia 30, e a empresa Cerâmica Santa Inez, de Prudentópolis que teria ameaçado uma demissão em massa caso o adversário de Jair Bolsonaro (PL) vença o pleito.

Margaret Matos de Carvalho, procuradora-chefe do MPT-PR, explica que tanto estes exemplos, como outros que têm ocorrido estão caracterizados como crime de assédio eleitoral.

 

O MPT publicou uma nota técnica afirmando que “assédio moral [e eleitoral] é um risco psicossocial nos ambientes de trabalho e, assim como outras formas de violência, deve ser combatido”. Diante do aumento exponencial de casos, o Ministério Público do Trabalho tem orientado para que empregados e instituições representativas formalizem as denúncias, para que as investigações sejam feitas e caso necessário os empresários sejam punidos. A procuradora-chefe ainda pontua que a constituição garante a liberdade política.

As denúncias de assédio ou crimes eleitorais podem ser feitas pelo aplicativo Pardal, com garantia do sigilo das informações e também pelo telefone do Ministério Público do Paraná no (41) 3304-9000.