O governo do estado do Paraná abriu um edital para “terceirizar” administração de 27 escolas estaduais.

O projeto chamado Parceiro da Escola foi publicado em edital do governo do Estado do Paraná em outubro e quer repassar parte da administração de 27 escolas paranaenses para empresas privadas. De acordo com o documento, a empresa que vencer a licitação terá a missão de fazer “o gerenciamento da área administrativa, financeira e estrutural, além da supervisão e apoio na gestão pedagógica das Instituições de Ensino”.

De acordo com Roni Miranda, diretor de Educação da Secretaria de Educação do Paraná, não se trata de uma terceirização do ensino.

Ainda conforme a secretaria de educação, devem ser mantidos professores e funcionários públicos no local. São nove escolas em Curitiba, quatro em Londrina, três em Ponta Grossa e São José dos Pinhais, duas em Fazenda Rio Grande e Almirante Tamandaré e 1 em Pinhais.

No edital, entre as justificativas está também a redução de gastos, já que o pagamento do contrato será de R$ 800,00 por aluno ao mês. No documento, a SEED informa que o gasto do Estado com o Colégio Estadual do Paraná, que é considerado uma unidade escolar referência, no ano de 2021 foi de aproximadamente R$ 40 milhões, totalizando uma média de R$ 1.400,00 mensais por aluno.

De acordo com Roni Miranda, a expectativa é de que exista uma procura maior por essas escolas após a implantação do projeto, que é comparado a mudanças provocadas em instituições que se transformaram em cívico-militares.

Por outro lado, Reginaldo Rodrigues da Costa, doutor e mestre em educação da PUC Paraná, elenca os principais pontos que preocupam no edital.

Reginaldo Rodrigues da Costa também é professor da rede pública de ensino, aponta que as consequências podem não ser boas para o ensino.

O cronograma do edital prevê uma Consulta Pública com a comunidade escolar até 29 de novembro. Já as empresas devem se inscrever até 11 de novembro e a assinatura do contrato está prevista para 1º de dezembro de 2022.