Um ouvinte da CBN Curitiba relatou a demora para receber o resultado do exame da varíola dos macacos. Segundo informado, o teste foi realizado no dia 29 de setembro e o resultado deveria ter saído em dez dias, mas até o momento, há quase 15 dias, ele não recebeu retorno algum.

O Laboratório Central do Estado (Lacen) informou que a testagem para diagnósticos de varíola dos macacos iniciou em setembro, após ser incluído na lista do Ministério da Saúde. Dados da semana apontaram que já foram realizados 261 testes. O laboratório também informou que recebe em média 150 amostras semanalmente para pesquisa da doença.

Desde o último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), divulgado na semana passada, quando foram registrados 227 casos, houve alta de 7%, com mais 16 novas confirmações, e agora o Paraná já soma 243 casos de varíola dos macacos. De acordo com o informe, Curitiba concentra o maior número de casos, 172 no total, seguida de Londrina e Cascavel, com dez casos confirmados em cada cidade.

Das 16 novas confirmações foram nove em Curitiba, uma na Lapa, uma em Piraquara, uma em São José dos Pinhais, uma em Cascavel, uma em Ibiporã e duas em Campo Largo.

Ainda conforme o Boletim, 109 casos suspeitos seguem em investigação e 661 foram descartados.

O boletim também apontou que são 228 homens infectados pelo vírus que causa a doença e 15 mulheres. A maior parte das pessoas diagnosticadas com a varíola dos macacos têm entre 20 e 29 anos.

Em relação à vacina, o Ministério da Saúde divulgou que o Brasil recebeu o primeiro de lote de imunizantes contra a varíola dos macacos. A remessa, com 9,8 mil doses, desembarcou no Aeroporto de Guarulhos (SP) há quase dez dias, em 4 de outubro. Ao todo, o Ministério da Saúde comprou cerca de 50 mil doses por meio do fundo rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Os próximos lotes estão previstos para serem entregues até o fim de 2022.

Segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), os imunizantes serão utilizados para a realização de estudos. É importante ressaltar que as vacinas são seguras e atualmente são utilizadas contra a varíola humana ou varíola comum. Por isso, o estudo pretende gerar evidências sobre efetividade e segurança da vacina contra a varíola dos macacos e, assim, orientar a decisão das autoridades de saúde.