O Ministério Público do Paraná apresentou o balanço da operação nacional, que engloba os 17 estados que fazem parte do Bioma Mata Atlântica, pois coordena a iniciativa nacional. O ecossistema é constituída principalmente por mata ao longo da costa litorânea que vai do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul.

No Paraná, as ações de fiscalização aconteceram em mais de 4.200 hectares de áreas desmatadas em 608 regiões, um aumento de 93% em relação à área registrada em 2021. Na ocasião, foram vistoriados 174 locais.
O total de multas aplicadas, a partir das ações de fiscalização no estado, alcançou quase R$ 36 milhões, valor 130% acima do efetuado em 2021. Participaram com o Ministério Público do Paraná das fiscalizações agentes do Batalhão de Polícia Ambiental, Força Verde, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Água e Terra (IAT) e da Polícia Científica do Paraná.

Durante a operação houve a identificação de quase 12 mil hectares com retirada ilegal de vegetação nativa, alta de 45% em relação ao ano passado, quando foram identificados cerca de 8.200 hectares desmatados. O trabalho resultou ainda na aplicação de R$ 52 milhões em multas até o momento, pois alguns estados ainda não contabilizaram o total, portanto, o valor consolidado deverá ser maior.

Os resultados da operação foram destacados pelo promotor de Justiça Alexandre Gaio, coordenador nacional da operação, que atualmente faz parte da Coordenação do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (GAEMA).

Alexandre Gaio falou sobre o inédito uso da fiscalização feita de maneira remota.

O promotor de Justiça firmou que 50% das fiscalizações realizadas, no Paraná, pelo Instituto Água e Terra foram de forma remota.

De acordo com a operação, houve 60% de áreas desmatadas pertencentes aio Bioma Mata Atlântica do estado. As maiores regiões desmatadas foram encontradas em General Carneiro, na região Sul do Paraná, e em Jataizinho, no Norte do estado.