Francisley Valdevino da Silva, mais conhecido como “Sheik das Criptomoedas”, foi preso pela Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (3), em Curitiba. Além do mandado de prisão, os policiais cumpriram mais dois mandados de busca e apreensão em razão de investigações aprofundadas da Operação Poyais, deflagrada em outubro de 2022. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal de Curitiba.

A investigação mira organização criminosa por prática de crimes contra a economia popular e o sistema financeiro nacional, além de estelionato e lavagem de dinheiro.

Após o início da Operação Poyais, no dia 6 de outubro, foi verificado que Francisley Valdevino da Silva, responsável pela organização criminosa suspeita de praticar fraudes com criptomoedas, no Brasil e no exterior, descumpriu medidas cautelares determinadas pela Justiça Federal. Segundo informado, Francisley não poderia continuar administrando suas empresas.

Os policiais federais identificaram que o investigado, dias após o início da operação, continuou encontrando com funcionários de suas empresas, em sua casa, que foca na capital paranaense. Foi constatado que os encontros aconteceram com uma gerente financeira do grupo e um designer gráfico das plataformas virtuais, criadas pelo investigado para prática das fraudes.

Além de descumprir as medidas impostas pela justiça, segundo o Polícia Federal, ficou evidente que o grupo continuava ativo e promovendo atos criminosos.

No exterior, as investigações foram iniciadas em 2016 e, no Brasil, começaram este ano. A polícia americana mirava uma empresa internacional, que atuava nos Estados Unidos, assim como o principal gerenciador, o brasileiro Francisley Valdevino da Silva, que mora em Curitiba. Tanto as empresas como seu administrador eram investigados pela Força Tarefa de El Dorado, da agência norte-americana de Nova Iorque.,

Durante a Operação Poyais ficou comprovado que o grupo criminoso, além de promover fraudes no Brasil e no exterior, confeccionava e comercializava plataformas e sistemas virtuais para terceiros interessados em praticar crimes semelhantes. O que, conforme a polícia, ficou evidenciado nos encontros do investigado com funcionário da área de criação de plataformas virtuais.

Recentemente, no âmbito da Operação Bad Bots, a Justiça Federal de Curitiba condenou Maike Rodrigues e Marina Giehl Reis, diretores da empresa Totalx, por crimes contra o sistema financeiro. Com o avanço das investigações houve a comprovação que o sistema virtual, usado para as fraudes, foi criado e mantido pela organização criminosa comandada por Francisley Valdevino da Silva.

As investigações da Operação Poyais continuam, não apenas para acabar com as atividades criminosas, mas também para elucidar a participação de todos os envolvidos nos crimes investigados. Também é feito o rastreamento patrimonial para possibilitar, ainda que de forma parcial, a reparação dos danos causados às vítimas.