Nesta segunda-feira (17) é celebrado o Dia Nacional de Vacinação e como estão as taxas de imunização no estado?

A data alerta sobre a importância da imunização, já que nos últimos anos os índices vacinais caíram em todo o país. A cobertura vacinal considerada ideal é de no mínimo 90% para a BCG e Rotavírus e de 95% para as outras vacinas, de acordo com o Ministério da Saúde.

No Paraná, entre diversos imunizantes disponíveis, a vacina contra a poliomielite tem chamado a atenção das autoridades de saúde, em razão da baixa adesão. A meta de vacinação da campanha é imunizar 95% das crianças menores de 5 anos. Contudo, somente pouco mais de 72% do público esperado tomou a vacina.

O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, fez um apelo aos pais para que vacinem seus filhos.

Dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), do Ministério da Saúde, apontam que, no estado, a vacina da Hepatite B, aplicada logo após o nascimento, ficou em 59% em 2021. Este ano, registra cobertura de 64% até o momento.

Outra vacina aplicada logo após o nascimento, que protege contra a tuberculose, a BCG, teve pouco mais de 80% de adesão no ano passado e em 2022 está em cerca de 75%. A Tríplice Viral, responsável pela proteção contra sarampo, caxumba e rubéola, que é aplicada aos 12 e 15 meses de idade, terminou com 85% de cobertura em 2021. Este ano, está em 71% até agora.

A pentavalente, que protege contra tétano, difteria, coqueluche, entre outras doenças, é aplicada aos dois, quatro e seis meses. No ano passado, o imunizante registrou cerca de 81% de cobertura, contra 69% em 2022. Já a segunda dose (D2) da vacina anticovid está em 74% nas crianças; 85% nos adolescentes e 95% nos adultos.

A orientação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) é para que, dentro de suas possibilidades, os municípios estendam o horário de vacinação no fim de semana, como explica a chefe da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização, Virgínia Franco dos Santos.

Entretanto, essas iniciativas precisam da participação da população, para que compareça aos posto de vacinação. Segundo a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti Lopes, muitas pessoas têm a percepção de inexistência de risco, além de darem crédito a notícias falsas e teorias antivacinais, que são alguns fatores para a queda nos índices de imunização.

O Programa Nacional de Imunização (PNI) do Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vacinas para crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes. Desde o nascimento até os 15 meses e são oferecidas 13 vacinas. Adultos e idosos também devem atualizar a carteira vacinal, pois muitos imunizantes precisam de reforço na fase adulta. Para as gestantes são disponibilizadas doses para prevenir doenças como hepatite, tétano, difteria, o vírus da gripe H1N1 e Covid-19.