No Paraná, 62,5% das rodovias apresentam algum tipo de problema, sendo considerada regular, ruim ou péssima. 37,5% da malha é considerada ótima ou boa. Isso é o que revela um levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgado nesta semana.

Já com relação à sinalização, 45,3% da extensão da malha rodoviária do estado é considerada regular, ruim ou péssima. 54,7%, ótima ou boa. 3,9% da extensão está sem faixa central e 11,7% não tem faixas laterais.

O estudo traz ainda a identificação de três pontos críticos. Um deles é sobre o custo operacional. As condições do pavimento no estado geram um aumento de custo operacional do transporte de 28,8%. Isso reflete na competitividade do Brasil e no preço dos produtos.

Outro ponto é sobre os investimentos necessários para recuperar as rodovias no Paraná, com ações emergenciais, de restauração e de reconstrução, são necessários R$ 2,32 bilhões.

Já sobre o Meio ambiente: em 2022, estima-se que haverá um consumo desnecessário de 63,6 milhões de litros de diesel devido à má qualidade do pavimento da malha rodoviária no estado. Esse desperdício custará R$ 290,12 milhões aos transportadores.

Segundo o especialista em trânsito, Celso Mariano, os dados trazem um alerta para o poder público e a população.

A violência no trânsito também é algo relevante para se pensar, segundo Celso Mariano.

O especialista lembra que o caminho ainda é longo, e que políticas precisam ser revistas.

A pesquisa CNT de Rodovias tem objetivo de colaborar com o desenvolvimento do transporte rodoviário de cargas e de passageiros, avaliando 100% da malha rodoviária pavimentada federal e as principais rodovias estaduais.