Fotos, videos, documentos, prints de conversas e áudios podem ser anexados. Quanto mais informações que possam ajudar a identificar a organização de atos contra a democracia, possíveis financiadores ou apoiadores deste tipo de ação, com depredação do patrimônio público, como aconteceu nos atos bolsonaristas registrados em Brasília, melhor para o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), unidade especializada do MP-PR.

A formalização de um canal via MP-PR vem de encontro ao que instituições privadas e partidos políticos também estão fazendo. Nesta quinta-feira (12) o canal de denúncias criado pelo Partido dos Trabalhadores no Paraná, totalizou 2.500 registros com identificação de acusados de participação na tentativa de golpe.

O material será encaminhado, junto com um pedido de providências, ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público do Paraná, segundo Arilson Chiorato, presidente da sigla no estado. Pelo menos 80 nomes entre os terroristas e as provas coletadas serão disponibilizadas aos órgãos cabíveis.

 

O doutor em sociologia política e professor Rafael Pons Reis, faz uma análise dos acontecimentos que antecederam a invasão. Segundo ele, a falta de credibilidade nas instituições governamentais, foi determinante para a onda de atos em todo o país.

O grande desafio agora é conciliar opiniões em um cenário dividido.

Até que a situação esteja pacificada, mecanismos de proteção ao patrimônio público devem permanecer ativos. O e-mail disponível para fazer denúncias no Ministério Público do Paraná é [email protected] Por telefone, o número é (41) 3219-5000. As informações podem ser passadas de forma anônima.
Repórter Simone Giacometti