Após parte dos paranaenses receberam mensagens de texto com teor político, envolvendo pedido de apoio ao atual presidente da República e candidato à reeleição e incitando a invasão ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal, o ministro Benedito Gonçalves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu esclarecimentos das empresas envolvidas.

A situação tem sido tratada como uma falha de segurança pela Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) e pela empresa terceirizada Algar Telecom S.A., responsável pelo disparo das mensagens. Segundo a Polícia Civil, um inquérito foi instaurado para investigar o caso.

De acordo com o despacho do ministro, não foram apresentados indícios de que Jair Bolsonaro tenha envolvimento no disparo das mensagens. No entanto, o político deve apresentar defesa na ação eleitoral nesta semana, dentro do prazo de cinco dias. A denúncia ao TSE foi feita pela coligação Brasil da Esperança, que é representada na corrida presidencial pelo candidato Luís Inácio Lula da Silva.

A CBN procurou a Celepar e a Algar Telecom, mas até o momento não teve retorno com atualização sobre o caso. Em nota enviada no fim de semana, após os acontecimentos, a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná alegou ser vítima, enquanto a empresa terceirizada afirmou que um acesso indevido ocorreu e que a falha na segurança está sendo investigada.