Em julho deste ano a indústria do Paraná manteve a tendência de desaceleração no ritmo de produção, com queda de 1,4% na comparação com junho. É o mesmo cenário verificado nos últimos meses. Isso é o que revelam dados divulgados na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Das 15 regiões avaliadas, somente quatro cresceram, o que aponta para uma tendência nacional de redução no ritmo de produção no setor.

De acordo com o economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Marcelo Alves, com este resultado, a indústria estadual registra déficit de 0,8% no acumulado de 2022, assim como a indústria nacional, que também encolheu 2% de janeiro a julho.

Na avaliação de julho de 2022 contra julho do ano passado, o resultado foi um pouco melhor. O Paraná apresentou crescimento de 0,10%, número acima da média nacional, que recuou 0,5%.

No estado, os setores que mais impactaram positivamente foram máquinas e equipamentos (54,4%), bebidas (33,4%), borracha e de material plástico (10,20%), celulose e papel (5,1%) e petróleo (1,7%).

Das 13 atividades avaliadas pelo IBGE, oito ficaram negativas no período. Entre elas, automotivo (-18,7%), madeira (-17,8%), produtos químicos (-16%) e moveleiro (-7,8%).

No ano, a performance dos segmentos não muda muito. Bebidas continua sendo a atividade industrial com maior crescimento acumulado de janeiro a julho (27,8%), seguida por máquinas e equipamentos (6,5%), celulose e papel (3,4%), petróleo (3,2%) e produtos químicos (0,3%).

Já os setores moveleiro (-14,5%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-14,4%), madeira (-11,5%), automotivo (-5%) e alimentos (-2,1%) figuram entre o que encolheram em 2022.