Os hospitais Cajuru, Evangélico Mackenzie e Pequeno Príncipe de Curitiba e os da Região Metropolitana, o Angelina Caron e o Rocio, que atendem pelo SUS, afirmam que operam com um déficit mensal de R$ 23,6 milhões, que poderá subir para R$ 32,8 milhões, caso o piso nacional da enfermagem seja implantado.

As administrações estão conversando com o poder público para encontrar uma solução e evitar o fechamento de 416 leitos e 1.794 demissões nos hospitais.

Álvaro Quintas, do Hospital Cajuru, e porta-voz dos outros hospitais, afirma que a situação se agravou nos últimos 3 anos, com a alta da inflação.

O pedido é um reajuste de 20 a 30% dos contratos.

Nesta semana os gestores dos hospitais estiveram na Câmara Municipal de Curitiba em uma reunião para pedir ajuda emergencial. Além de vereadores, participaram também os secretários municipais de Governo, Luiz Fernando Jamur, e da Saúde, Beatriz Battistella Nadas.

Por meio de nota, a Prefeitura de Curitiba afirmou que acompanha com atenção e faz o que é de sua jurisdição e está ao seu alcance para manter o sistema Saúde em parâmetros sustentáveis e com serviços adequados.
Tanto que em 2021 aumentou 136% (de R$ 13,1 milhões para R$ 31,2 milhões) os repasses municipais anuais para os hospitais conveniados do SUS Curitibano.

A nota diz ainda que, a nova equalização depende também de gestões com o governo estadual, ao passo que o remanejamento de verbas para o novo piso de enfermagem encontra-se em discussão no Senado.