A Justiça Federal condenou diretores de empresa do ramo financeiro que lesaram investidores de criptomoedas. E por que tantas pessoas caem nesses golpes? Um especialista o assunto explica a razão de tantos golpes.

O especialista em Direito Administrativo, André Portugal, atribuiu à falta de regulamentação do mercado de criptoativos a aplicação de tantos golpes, que têm lesado muitos investidores.

Recentemente, a Justiça Federal de Curitiba condenou Maike Rodrigues e Marina Giehl Reis, diretores da empresa Totalx, por crimes contra o sistema financeiro. Segundo a denúncia, os prejuízos gerados a investidores de criptoativos passam de R$ 6,5 milhões.

A condenação veio após denúncia, recebida em abril deste ano, pelo Ministério Público Federal (MPF). Os réus foram condenados a nove e seis anos de reclusão,respectivamente. Também terão que pagar multas e mais de R$ 6 milhões para reparação dos danos causados.

Para o especialista, além da ausência de regulação do mercado, também não existem regras para as empresas que operam nesse mercado.

Segundo a denúncia do MPF, os condenados atuavam no ramo financeiro, com a finalidade de comercializar criptoativos, especialmente o bitcoin. Assim que iniciaram as atividades da empresa, os réus passaram a oferecer, pelas redes sociais e pelo YouTube, a aquisição de “robôs” ou “bots” que faziam os investimentos em criptoativos de maneira automática, com base no montante investido. A promessa era de rendimentos diários de até 4%, mas que poderiam chegar a 300%.

André Portugal afirmou que grande parte dos golpes promete rendimentos que não podem ser aplicado em um mercado muito instável.

O especialista em Direito Administrativo ressaltou que o mercado de criptoativos não é ilegal, mas os interessados devem pesquisar sobre empresas e sócios.

André Portugal explicou o que são criptomoedas em comparação com moeda regulada por banco central.

Em outra decisão, agora da Justiça Estadual do Paraná, foi decretada a falência da Rental Coins, empresa fundada por Francisley Valdevino da Silva, que ficou conhecido como Sheik das Criptomoedas. O pedido de falência foi decretado pela juíza Luciane Pereira Ramos, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de Curitiba, após pedido de um credor, que afirmou que a Rental Coins deve a ele mais de R$ 66 mil.