O que você pensa quando compra um produto à base de madeira? Para o consumidor final, logo isso remete à retirada desta matéria-prima da natureza. Ao mesmo tempo, este é um produto que segue em alta e com grande demanda e valor no mercado. Então, como essa conta fecha?

O setor florestal vem investindo cada vez mais em ações do conceito ESG. E não só para manter a sustentabilidade do meio ambiente, mas também a do próprio segmento.

Fernanda Rodrigues é secretária-executiva do Diálogo Florestal, uma iniciativa independente que facilita a interação entre diferentes agentes do setor florestal, como empresas, associações e organizações da sociedade civil. A entidade tem atuação no Paraná, além de outros estados brasileiros.

A preocupação do mercado com a sustentabilidade, que é uma das bases do ESG, fomentou ainda mais as ações do setor florestal, de acordo com Fernanda.

O setor florestal não está ligado apenas com o E da sigla ESG, com iniciativas de preservação de áreas nativas, criação de reservas de patrimônio natural e preservação de nascentes, por exemplo. As ações de governança e da área social são bastante interligadas.

E esse tipo de condução alimenta o ciclo que é o ESG: desenvolvimento sustentável, que gera novos negócios e oportunidades; o que, por sua vez, aumenta o valor de mercado. Fernanda Rodrigues, do Diálogo Florestal, lembra que agregar valor se torna essencial quando se fala em ESG.

E, você? Está preparado para o ESG, seja como empresário ou como consumidor? Esta já não é mais uma tendência. É a realidade.