A empresa Algar Telecom, responsável pelo disparo de mensagens de texto com teor político em setembro deste ano, envolvendo pedido de apoio ao atual presidente da República e candidato à reeleição Jair Bolsonaro, informou à CBN Curitiba que ainda não foi notificada sobre a ação civil pública do Ministério Público Federal, que determina o pagamento de indenização de R$ 974 milhões por ‘uso indevido de dados’. A ação foi protocolada na quinta-feira (20) pela Procuradoria da República em Minas Gerais, estado onde a empresa Algar Telecom está sediada.

A empresa também esclareceu, por meio de nota que, nesta fase das investigações, ainda não é possível determinar o autor dos disparos. A companhia reforça que desde a confirmação do ocorrido, registrou o fato perante as autoridades competentes, incluindo as autoridades policiais para investigação e identificação do possível autor. Iniciou também uma análise interna com o apoio de consultores independentes e especializados e está colaborando com toda a apuração dos fatos.

As mensagens foram enviadas por meio do Paraná Inteligência Artificial (PIÁ), que é uma ferramenta de comunicação do governo estadual com usuários de serviços públicos disponibilizados em formato eletrônico.

A situação foi tratada como uma falha de segurança pela Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) e pela empresa terceirizada Algar Telecom S.A. Segundo a Polícia Civil, um inquérito foi instaurado para investigar o caso.