A Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) aprovou, em primeira discussão, o projeto de lei que proíbe o uso de termos e palavras que utilizem gênero neutro em instituições ligadas ao governo do Paraná. O texto foi aprovado por 26 votos a cinco.

Na prática, instituições de ensino mantidas pelo estado, bancas examinadoras de concursos e a administração ficariam impedidas de aplicar flexões de gênero não utilizadas na norma culta da língua portuguesa.

O projeto foi apresentado em 2020, mas só agora foi votado. A iniciativa é de autoria dos deputados estaduais Homero Marchese (Republicanos), Alexandre Amaro (Republicanos), Márcio Pacheco (Republicanos) e Coronel Lee (PSDC). Segundo Marchese, um dois autores do texto, o projeto quer impedir o que ele considera como um fenômeno que ameaça a norma-padrão da língua.

Para ele, a utilização do gênero neutro é impositiva e exclui ao invés de agregar as pessoas. O parlamentar reconheceu que a língua portuguesa é modificada ao longo dos anos, mas disse que isso deve acontecer de maneira natural, sem imposição.

Para o deputado estadual Professor Lemos (PT), a lei é desnecessária, pois a norma culta da língua portuguesa nunca foi desrespeitada pelo governo do estado.

Ele afirmou ainda que projetos do tipo não têm relevância, pois discutem um problema inexistente. O parlamentar apontou que a norma culta é sim ensinada nas instituições, mas que a linguagem coloquial deve ser respeitada.

Por: Bruno de Oliveira