Os últimos artigos científicos publicados apontam que o ciclo da varíola dos macacos pode durar de duas a quatro semanas. A orientação de especialistas é manter os cuidados de prevenção. Nossa reportagem traz agora o relato de um paciente que se recuperou.

Thiago Leite trabalha como contador. Não imaginou que as tão planejadas férias no exterior fossem se tornar a porta de entrada para uma doença até então desconhecida para ele, a varíola dos macacos. No início, os sintomas estavam semelhantes ao de uma gripe, mas aí, o quadro foi evoluindo.

Além da medicação, foi preciso ficar em isolamento. Passado o susto, Thiago retomou a vida normal.

A médica infectologista Camila Ahrens esclarece que o contágio não se dá apenas através de relação sexual. A transmissão do Monkeypox pode acontecer quando uma pessoa saudável usa os mesmos objetos de quem está contaminado ou tem contato físico com as lesões. Por isso, a importância de prestar atenção aos primeiros sintomas e fazer o exame.

A partir de setembro, as vacinas serão entregues no Brasil em três lotes. As doses serão direcionadas aos profissionais da saúde que tenham contato direto com pacientes infectados. Ao todo, 25 mil pessoas serão imunizadas, considerando que são necessárias as aplicações de duas doses para completar o ciclo vacinal.