O Aeroporto Internacional de Curitiba, registrou 11 relatos de pilotos que perceberam interferências de raio laser apontados para as aeronaves durante os pousos e decolagens, num intervalo de pouco mais de seis meses.

De acordo com o CENIPA, órgão de prevenção e investigação de acidentes aeronáuticos, o uso inadequado do raio laser contra aeronaves tem proibição prevista no Código Penal Brasileiro e se enquadra como atentado contra a segurança do transporte aéreo, com pena prevista de dois a cinco anos de prisão, sendo aumentada para 12 anos, caso haja um acidente com mortes.

De janeiro deste ano até a primeira quinzena de agosto de 2022, os aeroportos que a CCR Aeroportos administra na região Sul do Brasil, já somam 31 ocorrências, sendo o ano com maior incidência desde 2018, onde foram registrados 34 eventos em todo o ano.

Por isso, a concessionária pede a colaboração da população de Curitiba e da região metropolitana para evitar o uso dos lasers.

A CCR Aeroportos trabalha em sistema integrado de segurança, promovendo ações para reduzir os riscos nos aeroportos que estão sob sua administração. Além de Foz do Iguaçu, essas iniciativas contemplam os aeródromos de Curitiba, Bacacheri e Londrina, também no Paraná; Joinville e Navegantes, em Santa Catarina; Bagé, Pelotas e Uruguaiana, no Rio Grande do Sul; Goiânia, em Goiás; Palmas, no Tocantins; Petrolina, em Pernambuco; São Luís e Imperatriz, no Maranhão; e Teresina, no Piauí.