A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba reestruturou o fluxo de atendimento aos pacientes com sintomas respiratórios nas UPAS, em razão do aumento de 10,6% na procura por atendimento nesta semana.

Para dar mais agilidade ao fluxo de pacientes, o atendimento passa a acontecer em “Y”. Na entrada da UPA, as pessoas com sintomas respiratórios serão encaminhadas para um eixo e as demais para outro.

A mudança, segundo a prefeitura, começou já nesta sexta-feira (18/11).

Rede hospitalar
Em medida antecipada, a secretaria também vai organizar a rede hospitalar para um possível aumento de demanda por internamento para pacientes com doenças respiratórias e suspende temporariamente a realização de cirurgias e procedimentos eletivos em hospitais públicos da cidade.

Cirurgias eletivas são aquelas não urgentes, marcadas com antecedência. Com isso, o leito que seria utilizado para este procedimento pode ser destinado a atendimentos de pacientes com a covid-19 ou influenza.

Exceções
Podem ser realizados procedimentos cirúrgicos eletivos essenciais, aqueles que podem gerar piora do quadro clínico, nas especialidades de cardiologia, urologia, oftalmologia, oncologia e nefrologia, além das cirurgias inadiáveis pós-traumas.

Caso excepcionais deverão ser avaliados pela Secretaria Municipal da Saúde.

Atendimento
De segunda (14/11) a quinta-feira (17/11), 6.241 pessoas buscaram as UPAs por sintomas respiratórios, enquanto no mesmo período da semana anterior (7 a 10/11) foram 5.640.

Se comparado ao começo do mês (31/10 a 3/11) o aumento é ainda maior, chega a 36,9%.

Curitiba adotou o atendimento em “Y” em outros momentos da pandemia. A Secretaria de Saúde também orienta para que pessoas com sintomas respiratórios leves não façam a busca imediata às UPAs.

A testagem na rede municipal pode ser feita em todas as unidades de saúde e também pode ser agendada pela Central Saúde Já pelo telefone 3350-9000, de segunda a domingo, das 8h às 20h.

Em toda a rede
Parte do aumento da demanda é reflexo do aumento de casos de Covid-19, possivelmente associado à nova subvariante da ômicron, a BQ.1, que já circula em vários estados, mas ainda não teve confirmação laboratorial no Paraná.

A taxa de positividade dos exames para covid subiu para 20,8% em novembro, em outubro ela estava em 7,3%. A média móvel de novos casos passou de 94 no dia 31 de outubro para 337 no boletim da última quarta-feira (16/11).

Com informações da assessoria