Assim como a dengue, os casos de chikungunya tem aumentado no estado do Paraná. Em um novo boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), foram registrados 30 novos casos da doença na última semana, chegando a 107 contaminados até agora. Do total, 62 são casos são autóctones, quando a doença é contraída no município de residência, e 37 são considerados importados. Ainda 592 em investigação. De acordo com o secretário de Saúde, César Neves, esse aumento era esperado.

A chikungunya, a dengue e a zika são doenças propagadas pelo mesmo mosquito o Aedes Aegypti. Ele se prolifera em água parada e também em regiões mais quentes. Os sintomas também são bastante parecidos. Enquanto a dengue se destaca pelas dores no corpo, a Chikungunya é caracterizada principalmente por dores e inchaço nas articulações. Já a Zika apresenta uma febre mais baixa, muitas manchas na pele e coceira no corpo.

Para o médico infectologista Marcelo Ducroquet, o principal cuidado necessário com a doença é a prevenção, já que após contrair a chikungunya, o paciente pode ficar com sintomas prolongados por muito tempo.

A principal forma de evitar a doença é eliminar os criadouros do mosquito. Além de Foz do Iguaçu, Londrina, Cascavel e Umuarama também estão no mapa de atenção da Sesa. Segundo o secretário de Saúde, um reforço de medicamentos para amenizar os sintomas dos doentes foi enviado para a região oeste, assim como solicitado o auxílio da Defesa Civil nas medidas de fiscalização e conscientização sobre as limpezas de quintais, residências e terrenos.