Três testemunhas de acusação do caso do músico Odivaldo Carlos da Silva, conhecido como Neno, foram ouvidas nesta segunda-feira (06). O acusado pelas agressões, Paulo Cezar Bezerra da Silva, também prestou depoimento. A justiça vai decidir se ele deve ir a júri popular.

Para que o processo dê seguimento, é necessário um laudo do Instituto Médico Legal (IML) sobre as condições de saúde de Neno, meses após o ocorrido.

O advogado que representa o músico, José Portella, reforça que o réu agiu com intenção de matar Neno, com golpes na cabeça.

A advogada de defesa de Paulo Bezerra da Silva, Daniely Mulinari, diz que ele reconhece a agressão, mas nega tentativa de homicídio e racismo. Para ela, a acusação por racismo é algo midiático.

No dia 22 de novembro, câmeras de segurança de um condomínio da rua Doutor Faivre, na região central curitibana registraram a agressão. Paulo Cezar Bezerra da Silva abordou o músico Odivaldo Carlos da Silva, de 55 anos, com xingamentos racistas. Além de cassetete, o agressor tinha uma faca e incentivava um cachorro a morder a vítima.

Paulo Cezar Bezerra da Silva, de 36 anos, chegou a ser preso preventivamente por tentativa de homicídio e racismo.