Na semana passada, um bebê de dez meses morreu após cair de um caminhão em movimento na BR-116, em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a mãe retirou a criança do bebê conforto e a porta do caminhão abriu, quando o veículo fez uma curva.

Mãe e filho caíram e a criança foi atropelada por outro veículo. Pedro Henrique Pereira morreu no local e a mãe dele teve ferimentos lleves. Infelizmente, as estatísticas mostram que há mais vítimas fatais quando o equipamento de segurança não é usado.

Desde 2021, a Lei das Cadeirinhas sofreu alterações. Entre as principais mudanças, está a obrigatoriedade do assento de elevação para crianças de acordo com a idade e o peso ou que tenham menos de 1,45m. É o que esclarece o advogado Leonardo Watermann.

A multa para quem for apanhado sem o equipamento de segurança, voltou a ser aplicada.

 

O Tenente Sidnei Hubach, da polícia militar, explica que usar a cadeirinha da forma adequada, é importante. E é preciso levar em conta o peso e a idade.

Um levantamento de 2021 feito pelo Departamento de Trânsito do Paraná, mostra que 32 vítimas com idades entre zero e 11 anos, perderam as vidas dentro da cidade e em estradas paranaenses. Não há especificação nesta estatística, sobre o uso das cadeirinhas, mas para Hubach, é necessário ampliar a conscientização sobre o tema.

A cadeirinha só não é obrigatória para motoristas de aplicativo e taxistas. Esses dois grupos, assim como carros de aluguel e transporte coletivo, não são obrigados a fornecer bebê conforto, assento de elevação ou cadeirinha.