A BR-277, principal ligação para o litoral do Paraná, passará por obras por meio de uma ação de parceria entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR). Com a força-tarefa, a expectativa é liberar pelo menos mais uma faixa da rodovia até o Natal.

A informação foi divulgada pelo secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do governo do Paraná, Fernando Furiatti, durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (16). Ele informou que as obras no local tentam dar maior fluidez ao tráfego na região e diminuir os congestionamentos causados pelos reparos nos trechos onde deslizamentos de terra interditaram parte da rodovia.

Em outubro, um deslizamento de pedra na altura do km 42 causou transtornos para motoristas que precisam passar pelo trecho. Nos últimos dias, outros dois deslizamentos de terra atingiram pontos da rodovia no km 39 e no km 41. Por conta do agravamento da situação, o DNIT enfrentou problemas para terminar os reparos. O secretário falou sobre as dificuldades enfrentadas.

Por conta da falta de dinheiro para executar as obras emergenciais, o DNIT firmou um acordo com o DER-PR para dar prosseguimento nas obras. O termo de cooperação foi assinado nesta sexta e o governo do Paraná irá atuar na desobstrução dos trechos atingidos no km 39 e no km 41. Os reparos no km 42 serão de responsabilidade do Governo Federal.

O secretário informou que as obras são complexas e que não podem ser finalizadas de maneira rápida. Mas para evitar que os transtornos por conta dos congestionamentos continuem, o grupo que cuida da situação continua avaliando a possibilidade de conseguir liberar mais uma faixa até o Natal. Por enquanto, o trânsito flui em pista simples na área atingida pelos deslizamentos.

Ao ser questionado sobre o fato de o fim dos pedágios ter atrapalhado a rapidez do término das obras, o representante da pasta de Infraestrutura e Logística no Paraná disse que a BR-277 pode ser privatizada novamente, desde que a nova concessionária aplique um preço considerado justo para os motoristas.