O Paraná encerrou, neste sábado (22), as ações de resgate às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Foram 52 dias de operação com o apoio de 158 bombeiros, 28 policiais civis, 16 policiais científicos e cinco cães de reforço que foram enviados para o território gaúcho.

As chuvas no estado deixaram mais de 170 mortos e quase 95% das cidades afetadas. A capitã do Corpo de Bombeiros, Luisiana Cavalca, destacou as dificuldades enfrentadas pelos militares nas duas etapas da ação no estado. Na primeira fase, os militares focaram no resgate de pessoas ilhadas, enquanto que na segunda, o foco foi a localização de vítimas.

A capitã falou que a decisão sobre o retorno foi conjunta, deliberada pelas secretarias de Segurança Pública tanto do Paraná quanto do Rio Grande do Sul. Mesmo assim, ela não descarta a possibilidade de retorno, já que o estado segue em alerta para novos temporais.

A CBN acompanhou algumas dessas histórias vivenciadas pelos militares. O capitão do Corpo de Bombeiros, Eduardo Hunzicker, contou, logo no início das ações de resgate, que teve que tomar decisões sobre quem salvar primeiro, tamanha a proporção da tragédia.

O capitão e copiloto do helicóptero do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), Alexandre Bettiol Ferelli, contou que a imagem de um idoso agarrado em uma árvore foi uma das que mais chamaram a atenção dele durante a operação.

Já o relato mais emocionante veio do sargento Ângelo Marcos Rocha de Souza, que chegou a chorar quando lembrou de tudo que viveu durante os sete dias de operação no começo das ações de resgate. Ele esteve, inclusive, junto da última equipe, que retornou no final de semana.

Além dos Bombeiros, as forças de Segurança do Paraná atuaram com o apoio da Polícia Científica, que enviou técnicos de perícia, viatura, caminhão, drone com câmera térmica e insumos. A Polícia Civil e a Polícia Militar também contribuíram na busca por vítimas e no fortalecimento da segurança nesse período.