Os bloqueios de manifestantes contrários ao resultado das eleições presidenciais, registrados nesta semana, atrasaram em média 10% o fluxo de entregas e transporte de cargas no Paraná. Essa é a afirmação do presidente do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas e presidente do sindicato dos caminhoneiros de São José dos Pinhais, Plínio Dias.

Ele diz que trabalhadores não deixaram de fazer as suas entregas, apesar do transtorno, e ainda reforça que as mobilizações não foram organizadas por caminhoneiros.

O último boletim emitido pela Polícia Militar com dados de bloqueios, na manhã desta sexta-feira (04), mostrava que dez manifestações em rodovias foram registradas, mas sem interdição do fluxo de veículos. Desde o início da semana foram liberados 82 trechos das rodovias estaduais, e ainda registrados 189 boletins de ocorrência das manifestações e de lideranças. Também foram identificadas 38 lideranças. Duas pessoas foram encaminhadas para assinatura de termo circunstanciado por flagrante de obstrução de via e uma pessoa foi presa pelo descumprimento da ordem policial.

A Polícia Militar do Paraná emitiu 66 autuações de trânsito de veículos, sendo que 15 foram autuados por resultarem no bloqueio de rodovias.

Ainda nesta sexta-feira (04), por meio de nota oficial a Fecomércio PR afirmou que o Brasil não pode parar. O texto diz que “mais do que nunca, é necessário que sigamos em frente. A eleição presidencial do último dia 30 de outubro deve ficar no passado. Os brasileiros elegeram democraticamente o presidente que assumirá a nação a partir de 1º de janeiro de 2023. Neste momento, compete aos empresários e empresárias paranaenses continuar seu incansável e diuturno trabalho, que gera emprego e renda para milhões de famílias, e faz a economia girar”.

A nota diz ainda que a Fecomércio PR é defensora intransigente das regras democráticas e republicanas e, como tal, continuará vigilante para que todos os governantes atuem com a máxima integridade e priorizem a livre iniciativa, permitindo aos paranaenses fazerem aquilo que mais sabem: trabalhar.