Depois de quase dez dias, finalmente uma boa notícia para universidades e institutos federais que poderão pagar, ao menos, as bolsas do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes). O anúncio foi feito após uma reunião do presidente e vice-presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o reitor da Universidade Federal do Paraná, Ricardo Marcelo Fonseca, e o reitor da Universidade Federal do Mato Grosso, Evandro Soares, com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

O encontro aconteceu nesta quarta-feira (7) com a finalidade de encontrar soluções para o corte orçamentário, que deixou as universidades federais em situação precária, após um novo bloqueio de recursos realizado pelo governo federal no dia 1º de dezembro.

Ricardo Marcelo Fonseca afirmou que a liberação desses recursos possibilita o pagamento de auxílios assistenciais, destinados aos estudantes com vulnerabilidade socioeconômica, que são pagas no quinto dia útil de cada mês. Segundo o reitor, as bolsas começam a ser pagas neste sexta-feira (8).

Apesar do alívio, o reitor da Universidade Federal do Paraná disse que essa verba ainda não é suficiente para saldar todas as dívidas, pagar todas as bolsas, além dos compromissos assumidos pelas instituições federais de ensino. Contudo, garantiu que a Andifes não vai descansar até conseguir o retorno da totalidade dos recursos que foram boqueados.

Na Universidade Federal do Paraná (UFPR), os cortes feitos impossibilitam o pagamento de contas básicas, como água e luz, contratos de serviços essenciais de conservação, limpeza e segurança, além do pagamento de bolsas, auxílios e também comprometem o funcionamento dos restaurantes universitários. De acordo com a instituição, não existe nenhuma condição financeira para saldar essas contas no mês de dezembro.

Toda essa situação, classificada como caótica por Ricardo Marcelo Fonseca, começou em junho deste ano, com os primeiros cortes realizados pelo Governo Federal, mas se agravaram com o último bloqueio realizado no fim de novembro.

Logo após esse segundo bloqueio, em 1º de dezembro, o Ministério da Educação (MEC) reconsiderou e anunciou a liberação dos recursos para as instituições federais. Porém, em menos de oito horas, após a liberação, a verba foi novamente bloqueada pelo Ministério da Economia.