Os agentes de apoio da URBS iniciaram uma greve a partir da meia-noite desta quinta-feira (26). Eles ficaram concentrados em frente ao prédio Central da Urbs, na Av. Presidente Affonso Camargo.

A paralisação foi aprovada por unanimidade em assembleia realizada pelo Sindicato dos trabalhadores em Urbanização depois do anúncio da demissão de mais de 160 agentes de apoio, responsáveis por trabalhos de limpeza e jardinagem.

A concentração dos funcionários começou a partir do meio-dia na Sede da Urbs, na Rodoferroviária.

O presidente Sindicato dos trabalhadores em Urbanização do Estado do Paraná (Sindiurbano), Valdir Mestriner, explicou que a Urbs quer terceirizar o serviço de limpeza da rodoviária de Curitiba.

Os agentes de apoio trabalham em cinco setores, mas algumas atividades não estão sendo terceirizadas, segundo Valdir Mestriner. O sindicato também explicou que a greve pretende dialogar diretamente com a prefeitura de Curitiba.

O presidente do Sindiurbano disse que a paralisação é por tempo indeterminado. O sindicato também já buscou na Justiça uma decisão liminar que suspenda todos os processos administrativos abertos contra os agentes de apoio e obrigue a URBS a manter os empregos.

Em nota, a Urbs informou que os serviços de limpeza e jardinagem são atividades meio e já são terceirizados na maior parte dos órgãos administrativos, judiciais e legislativos. De acordo com a empresa, essa transição acontece de forma gradativa desde 2018, quando foi extinto o cargo de agente de apoio, no qual essas atividades estavam enquadradas.

Segundo a Urbs, a ação adotada segue uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) de redução de custo com pessoal. A empresa ainda ressaltou que serão respeitadas as estabilidades previstas em lei, como sindicalistas, grávidas e trabalhadores afastados pelo INSS.

Nas rescisões, além de todas as verbas legais, será oferecido um pacote de benefícios, como uma remuneração a cada dois anos trabalhados, R$ 600,00 no ticket e dois anos de plano saúde.

De acordo com a Urbs, a economia para os cofres públicos pode chegar em R$ 5 milhões em um ano. Já para as rescisões o montante gasto será de R$ 20 milhões.