Hospitais de Curitiba e Região Metropolitana que atendem SUS afirmam que operam com déficit de R$ 23,6 milhões. Reunião que trataria sobre o tema foi cancelada nesta segunda-feira (31).

A vereadora Noemia Rocha, presidente da comissão de saúde na Câmara de Curitiba confirmou que a reunião marcada para acontecer na tarde desta segunda-feira (31) na Assembleia Legislativa do Paraná, com os representantes da Comissão de Saúde da casa, foi cancelada.

De acordo com ela, seguem as tratativas sobre o tema e a ideia é unir forças para evitar demissões e fechamento de leitos em hospitais de Curitiba e região metropolitana, que enfrentam uma grave crise financeira causada pelo déficit de recursos.

Os hospitais Cajuru, Evangélico Mackenzie e Pequeno Príncipe de Curitiba e os da Região Metropolitana, o Angelina Caron e o Rocio, que atendem pelo SUS, afirmam que operam com um déficit mensal de R$ 23,6 milhões, que poderá subir para R$ 32,8 milhões, caso o piso nacional da enfermagem seja implantado.

As administrações estão conversando com o poder público para encontrar uma solução e evitar o fechamento de 416 leitos e 1.794 demissões nos hospitais.

Álvaro Quintas, do Hospital Cajuru, e porta-voz dos outros hospitais, afirma que a situação se agravou nos últimos 3 anos, com a alta da inflação.

 

O pedido é um reajuste de 20 a 30% dos contratos.

 

De acordo com a presidente da comissão de saúde da Câmara Municipal de Curitiba, ainda não há uma data definida para a nova reunião com a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Paraná.