A economia paranaense deverá receber, até o final de 2022, a título de 13° salário, cerca de R$ 15,1 bilhões, aproximadamente 6,1% do total do Brasil e 35,3% da região Sul. Esse montante representa em torno de 2,5% do PIB estadual. O número de pessoas no estado que receberá o 13º foi estimado em 5,4 milhões, equivalente a 6,3% do total que terá acesso ao benefício no Brasil. Em relação à região Sul, corresponde a 35,3%. As estimativas são do DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.

Para quem está endividado, o recebimento do 13º salário representa um respiro, segundo o economista Claudio Shimoyama.

Além dos trabalhadores, os comerciantes também esperam este momento para faturar.

No Paraná, os empregados do mercado formal, tanto celetistas quanto estatutários representam 62,5%, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 35,8%. O emprego doméstico com carteira assinada responde por 1,7%. Em relação aos valores que cada segmento receberá, nota-se a seguinte distribuição: os empregados formalizados ficam com 71,7% (R$ 10,9 bilhões) e os beneficiários do INSS, com 19,9% (R$ 3,0 bilhões), enquanto aos aposentados e pensionistas do Regime Próprio do estado caberão 6,3% (R$ 957,0 milhões) e aos do Regime Próprio dos municípios, 2,1% (R$ 314,6 milhões)

O levantamento mostra ainda que a maior parcela do montante a ser distribuído caberá àqueles que estão empregados no setor de Serviços (incluindo administração pública), que ficarão com 56,6% do total destinado ao mercado formal; os empregados da Indústria receberão 19,3%; o Comércio 14,6%; aos que trabalham na Agropecuária será pago o correspondente a 5,3%; e aos trabalhadores da Construção Civil caberão 4,1%.